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17/10/2017 Valter Ventura Mural da Experiência
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Valter Ventura (@valtervneto) - Procurador da Fazenda e Master Coach

Olá, amigos vencedores!

No presente post o nosso foco será analisar uma situação que, embora incomum, vez por outra entra em cena no rol de experiências vivenciadas pelos concurseiros. Me refiro às provas objetivas mal elaboradas. Partindo da premissa de que nem todas as bancas examinadoras são profissionais no mister de realizar concursos públicos, e que, quando não se está diante de uma banca tradicional (Ex: CESPE, FCC, ESAF etc), a chance de o concurseiro sofrer um revés decorrente do amadorismo aumenta bastante, gostaria de compartilhar uma situação (real!) acontecida comigo.

Num determinado concurso realizado por uma banca examinadora sem qualquer tradição, ligada a uma Universidade Federal, o caderno de questões objetivas continha mais de 30 páginas, sendo que o tempo ofertado pela banca examinadora era de apenas 4 horas (isso mesmo, 4 horas!) para resolver as questões e assinalar o gabarito. Nos termos do edital, avançariam para a segunda fase apenas os 180 primeiros colocados na prova preambular, desde que obtivessem um acerto mínimo de 60 questões. Ao iniciar a resolução da prova objetiva, com a abertura do caderno de questões, logo de cara percebi que seria impossível resolver todas as 100 questões, e ainda marcar o gabarito, tudo isso em apenas 4 horas. Estávamos, todos os candidatos, diante de um típico caso de amadorismo da banca. Decidi, então, seguir a estratégia de resolver as questões não por matéria, e muito menos por afinidade de conteúdo, mas, sim, pelo "tamanho" das questões (resolução primeiro das questões pequenas, depois das médias e, por último, das grandes). Acontece que a discrepância entre as variáveis "tamanho do caderno" e "tempo" era tão severa que, mesmo seguindo a estratégia correta, consegui resolver - conscientemente - apenas 70 questões no tempo de três horas e meia. Ou seja, me restava apenas meia hora para marcar o gabarito e tentar resolver as 30 questões prolixas remanescentes.

Optei, assim, por seguir a estratégia de primeiro marcar o gabarito, com a máxima cautela possível, para, só depois, ir tentando resolver as 30 questões remanescentes, haja vista que meu maior risco - naquele momento de tensão - era certamente o de errar na marcação da folha de resposta. Ao terminar de anotar as 70 questões (resolvidas de modo consciente) no gabarito, percebi que faltavam apenas 10 minutos para entregar o caderno. Sendo assim, outra saída não me restou a não ser marcar todos os espaços "em branco" numa mesma alternativa. Assim fiz...e deu certo! Marquei as 30 questões prolixas remanescentes na mesma alternativa, precisamente a letra "d". Quando saiu o resultado preliminar...foi um desastre! Nem 20 candidatos haviam conseguido acertar o mínimo de 60 questões. Para a minha infelicidade momentânea, eu não estava entre eles. Isto porque, das 70 questões que consegui resolver de modo consciente, havia acertado 53 (faltavam 7 para o perfil mínimo de 60). Das 30 questões prolixas que fui obrigado a marcar numa única alternativa (letra "d"), consegui obter 6 acertos. Portanto, num primeiro momento eu contava com 59 acertos...torcendo pela anulação de uma única questão que pudesse me beneficiar. E assim aconteceu! A banca anulou quase 10% das questões objetivas (precisamente 9 questões)...e eu consegui avançar para a segunda fase...inimaginavelmente com pontuação ainda sobrando. 

Que lições pude extrair dessa experiência?

Primeira: não se deve entrar em colapso emocional em situações de crise na hora da prova (afinal de contas, todos os concorrentes estavam na mesma situação).

Segunda: adotei a estratégia correta ao conduzir a resolução da prova seguindo exclusivamente a variável do "tamanho" das questões, pois assim não corri risco de perder tempo em questões de maior tamanho, ainda que versando sobre matérias cujo conteúdo me agradava mais.

Terceira: quando faltava meia hora para o encerramento da prova, acertei ao ter optado por preencher primeiro o caderno de respostas antes de continuar tentando resolver as 30 questões prolixas remanescentes.

Quarta: quando me restavam apenas 10 minutos para a entrega do caderno, acertei ao ter decidido marcar todas as questões remanescentes numa única alternativa, pois assim pude assegurar 6 acertos sem precisar contar com a sorte, mas apenas me valendo de um raciocínio estatístico.

Essa foi a minha experiência...que achei válido compartilhar aqui na página.

Se você tem alguma experiência valiosa que também gostaria de compartilhar em nossa plataforma, basta encaminhá-la!

Será um prazer divulgá-la aqui em nosso mural.

Compartilhe conhecimento e seja @bomnodireito!

Avante sempre!

Equipe BND.

 



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